Semana inglesa acaba, vida que segue.
Ontem, lembrei que talvez tenha visto durante esta semana dois filmes nacionais marcantes, consolidando minha opinião sobre a produção cinematográfica brasileira contemporânea.
Sem analisar aspectos políticos da política cultural e, conseqüentemente, as dificuldades inerentes em se produzir e comercializar arte na aldeia global, atento apenas a relevância das obras, arrisco dizer que estamos em um bom momento, com crescente número de eventos e consolidado um público cativo, ainda que reduzido, é verdade.
Penso que as pessoas que fazem cinema estão cumprindo o ingrato papel de mostrar o espelho para o Brasil.
Com os filmes é mais fácil entender a complexidade deste país, que de tão grande, parece um planeta - atrasado, exuberante, poluído de miséria, cordial, sanguinário.
Como já se sabe, este blog gosta de listas e publico uma, que fiz para consumo doméstico, depois de matutar sobre o tamanho da força de O Cheiro do Ralo e Tropa de Elite (como o filme cresce no cinema!). Eles entraram fácil entre os 20 melhores dos últimos quinze anos.
Eis o exercício de subjetivismo:
(1993-2007)
1- Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002)
2- Central do Brasil (Walter Salles, 1998)
3- Lavoura Arcaica (Luiz Fernando Carvalho, 2001)
4-Terra Estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas, 1996)
5-O Cheiro do Ralo (Heitor Dhalia, 2007)
6-Ônibus 174 (José Padilha, 2001)
7-A Máquina (João Falcão, 2006)
8-O Ano que Meus Pais Saíram de Férias (Cao Hambúrguer, 2006)
9- Edifício Master (Eduardo Coutinho
10-Tropa de Elite (José Padilha, 2007)
11-Cidade Baixa (Sérgio Machado, 2005)
12-O Auto da Compadecida (Guel Arraes, 2000)
13-Cinema, Urubus e Aspirinas (Marcelo Gomes, 2005)
14-O Céu de Suely (Karim Aïnouz, 2006)
15-Janela da Alma (João Jardim, 2001)
16-Boleiros (Ugo Giorgetti, 1997)
17-O Homem do Ano (José Henrique Fonseca, 2003)
18-Eu me lembro (Edgard Navarro, 2006)
19-Quase Dois Irmãos (Lúcia Murat, 2004)
20-Sábado (Ugo Giorgetti, 1995)
É uma pena que não tenha visto filmes como Santiago (João Moreira Salles, 2007), Proibido Proibir (Jorge Duran, 2006), O Baile Perfumado (Paulo Caldas e Lírio Ferreira, 2006), Abril Despedaçado (Walter Salles, 1996), Nós que aqui estamos e por vós esperamos (Marcelo Marzagão, 1998) entre outros que poderiam estar nesta lista.