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This is the archive for February 2008
Monday, February 25, 2008
O domingo não acabou
Acho que o Flamengo usou o dinheiro que iria contratar Ronaldo para contratar Marcelo de Lima Henrique, o árbitro-criminoso que esculhambou o Botafogo ontem, marcando o pênalti mais absurdo da história do Maracanã e expulsando o inocente Zé Carlos. Bebeto de Freitas, um dos presidentes de clube mais sérios do futebol brasileiro, chora com razão e não merece isso.
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Imagino que alguém da cúpula da Globo assistiu à transmissão do Oscar ontem. E imagino que pelo menos alguém que importe deve ter visto a total incapacidade de José Wilker comentar qualquer coisa sobre cinema. É picareta a olho nu. Que em 2009 ele não esteja lá e que os telespectadores não passem pelo mesmo constrangimento.
@@@
Sempre tive aversão a musicais. Acho sempre muito fake, over. Via de regra, os números cantados quebram a narrativa dramatúrgica e, ao invés de emocionar, esfriam a história. Accross the Universe mudou minha opinião. Nas lindas canções de John e Paul, a emoção jorra e o filme ganha um charme incrível.
É tudo muito mágico e envolvente. Mas nem precisava. Apenas Evan Rachel Wood, a supergata Lucy, já valeria o ingresso.

@@@
A australiana Poppy Montgomery, a Samantha Spade de Desaparecidos, é outra que sempre vale o ingresso. Aliás, de graça, nas madrugas de segunda no SBT.

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Quem disse que com Zé Elias seria diferente?
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Imagino que alguém da cúpula da Globo assistiu à transmissão do Oscar ontem. E imagino que pelo menos alguém que importe deve ter visto a total incapacidade de José Wilker comentar qualquer coisa sobre cinema. É picareta a olho nu. Que em 2009 ele não esteja lá e que os telespectadores não passem pelo mesmo constrangimento.
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Sempre tive aversão a musicais. Acho sempre muito fake, over. Via de regra, os números cantados quebram a narrativa dramatúrgica e, ao invés de emocionar, esfriam a história. Accross the Universe mudou minha opinião. Nas lindas canções de John e Paul, a emoção jorra e o filme ganha um charme incrível.
É tudo muito mágico e envolvente. Mas nem precisava. Apenas Evan Rachel Wood, a supergata Lucy, já valeria o ingresso.

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A australiana Poppy Montgomery, a Samantha Spade de Desaparecidos, é outra que sempre vale o ingresso. Aliás, de graça, nas madrugas de segunda no SBT.

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Quem disse que com Zé Elias seria diferente?
Thursday, February 21, 2008
Mente quem diz a verdade
O promissor Barack Obama disse que aguarda o dia em que os presos políticos cubanos sejam soltos.
Ele quer que isso aconteça o mais rapidamente possível.
O gancho foi a renúncia de Fidel Castro e o suposto ajuste que o regime deve sofrer ainda este ano.
O objetivo da declaração foi conseguir ganhar votos dos hispânicos, especialmente os dos horrendos e influentes contra-revolucionários de Miami - escumalha formada a partir de uma desoladora matriz: assassinos, assaltantes, estupradores, rufiões, entreguistas deslumbrados, colaboracionistas do sanguinário Fugêncio Batista, prostitutas, coronéis do interior e pequenos burgueses alienados.
É que os cucarachas que não votam em políticos negros levaram à América este racismo velado e mais perverso, o qual conhecemos tão bem.
Os não-wasp brigam pela preferência nas políticas sociais e volta e meia divergem. Por vezes, demonstram que se odeiam, caso dos confrontos constantes de gangues das duas minorias em Los Angeles.
O bandejão que é a América não é para políticos amadores.
Obama desfila na corda bamba com desenvoltura e já sabe mentir dizendo a verdade.
Ele é o futuro presidente dos EUA e devemos prestar atenção no que ele diz.
E no que ele não diz.
Porque é uma falácia esta preocupação dos norte-americanos com a situação dos direitos humanos na ilha.
Guantânamo está lá, comprova isso.
É a porção de território mais cruel de Cuba.
E os EUA - democrata ou republicano - passaram know-how para todos os torturadores atuantes nas ditaduras que assolaram a América do Sal no século passado.
E se direitos humanos fossem mesmo uma preocupação dos nossos irmãos iluministas, a China não estaria deitando e rolando em seus porões, censurando blogs, amordaçando a oposição, executando no atacado, enquanto se prepara angelicalmente para os Jogos Olímpicos.
Americano só gosta de dinheiro, não tem preocupação com direitos humanos.
Na verdade, a Casa Branca quer um segundo Porto Rico para instalar fast food, vender bebida, carro, gasolina, fertilizante, aço e filmes de ação.
Do outro lado do mundo, eles fazem tudo isso e nem ligam para os cérebros encarcerados e para as famílias amputadas.
Enquanto o Partido Comunista Chinês financiar o déficit do Tio Sam, pode torturar e matar à vontade.
Cuba não pode porque é pobrezinha e a escumalha de Miami quer voltar à saquear a ilha, transformar, de novo, Havana em prostíbulo e cassino.
Ele quer que isso aconteça o mais rapidamente possível.
O gancho foi a renúncia de Fidel Castro e o suposto ajuste que o regime deve sofrer ainda este ano.
O objetivo da declaração foi conseguir ganhar votos dos hispânicos, especialmente os dos horrendos e influentes contra-revolucionários de Miami - escumalha formada a partir de uma desoladora matriz: assassinos, assaltantes, estupradores, rufiões, entreguistas deslumbrados, colaboracionistas do sanguinário Fugêncio Batista, prostitutas, coronéis do interior e pequenos burgueses alienados.
É que os cucarachas que não votam em políticos negros levaram à América este racismo velado e mais perverso, o qual conhecemos tão bem.
Os não-wasp brigam pela preferência nas políticas sociais e volta e meia divergem. Por vezes, demonstram que se odeiam, caso dos confrontos constantes de gangues das duas minorias em Los Angeles.
O bandejão que é a América não é para políticos amadores.
Obama desfila na corda bamba com desenvoltura e já sabe mentir dizendo a verdade.
Ele é o futuro presidente dos EUA e devemos prestar atenção no que ele diz.
E no que ele não diz.
Porque é uma falácia esta preocupação dos norte-americanos com a situação dos direitos humanos na ilha.
Guantânamo está lá, comprova isso.
É a porção de território mais cruel de Cuba.
E os EUA - democrata ou republicano - passaram know-how para todos os torturadores atuantes nas ditaduras que assolaram a América do Sal no século passado.
E se direitos humanos fossem mesmo uma preocupação dos nossos irmãos iluministas, a China não estaria deitando e rolando em seus porões, censurando blogs, amordaçando a oposição, executando no atacado, enquanto se prepara angelicalmente para os Jogos Olímpicos.
Americano só gosta de dinheiro, não tem preocupação com direitos humanos.
Na verdade, a Casa Branca quer um segundo Porto Rico para instalar fast food, vender bebida, carro, gasolina, fertilizante, aço e filmes de ação.
Do outro lado do mundo, eles fazem tudo isso e nem ligam para os cérebros encarcerados e para as famílias amputadas.
Enquanto o Partido Comunista Chinês financiar o déficit do Tio Sam, pode torturar e matar à vontade.
Cuba não pode porque é pobrezinha e a escumalha de Miami quer voltar à saquear a ilha, transformar, de novo, Havana em prostíbulo e cassino.
Friday, February 15, 2008
Tuesday, February 12, 2008
Relógio de parede
Ponteiro pequeno gira e eu sou menor que o desespero.
Um segundo, outro, mais outro, e... outro...
Uma mancha no vidro sobre o mostrador me incomoda.
O ponteiro médio avança sob ela.
A mancha não existe para ponteiros, os implacáveis incansáveis.
Para mim, a mancha lamentavelmente existe. Marco de obsessão.
O tal ponteirinho com seu tic-tac – o barulho do tempo – saltita para vaticinar que o fim está mais próximo, avisa que o big bang está cada vez mais distante. E os outros dois irmãos maiores o acompanham em ritmo indolente, embora firme.
A mancha ali tão inerte me rouba a atenção. Só vejo o dinamismo dos ponteiros quando eles passam por ela.
E quando mancha e ponteiros se cruzam, um pedacinho meu é sepultado sem choro.
O relógio de parede me hipnotizou e a sua mágica é capaz de me aliviar. Joga a engenhoca na minha melhor história, onde o tempo não é rei, onde o tempo é servo.
Ao menos sentisse uma nota do seu cheiro, alcançasse sua alma em janelas castanhas ou em sorrisos levemente constrangidos; ao menos assim eu esqueceria que mancha e ponteiros se encontram e não param para se cumprimentar.
Porque todo este amor me garante que você não permitiria. Não permitiria que eu olhasse fixamente para a parede.
Avançaríamos feito os ponteiros.
Rumo ao fim, é verdade, mas também rumo a nós mesmos.
E a textura macia da sua voz abafaria o tic tac, nossos beijos sepultariam nossos pedacinhos tão juntinhos que eu já nem me importaria.

Não me importaria com os ponteiros a cruzar a mancha porque você seria maior que todos os segundos e, eu, seria maior que todo o meu desespero.
Um segundo, outro, mais outro, e... outro...
Uma mancha no vidro sobre o mostrador me incomoda.
O ponteiro médio avança sob ela.
A mancha não existe para ponteiros, os implacáveis incansáveis.
Para mim, a mancha lamentavelmente existe. Marco de obsessão.
O tal ponteirinho com seu tic-tac – o barulho do tempo – saltita para vaticinar que o fim está mais próximo, avisa que o big bang está cada vez mais distante. E os outros dois irmãos maiores o acompanham em ritmo indolente, embora firme.
A mancha ali tão inerte me rouba a atenção. Só vejo o dinamismo dos ponteiros quando eles passam por ela.
E quando mancha e ponteiros se cruzam, um pedacinho meu é sepultado sem choro.
O relógio de parede me hipnotizou e a sua mágica é capaz de me aliviar. Joga a engenhoca na minha melhor história, onde o tempo não é rei, onde o tempo é servo.
Ao menos sentisse uma nota do seu cheiro, alcançasse sua alma em janelas castanhas ou em sorrisos levemente constrangidos; ao menos assim eu esqueceria que mancha e ponteiros se encontram e não param para se cumprimentar.
Porque todo este amor me garante que você não permitiria. Não permitiria que eu olhasse fixamente para a parede.
Avançaríamos feito os ponteiros.
Rumo ao fim, é verdade, mas também rumo a nós mesmos.
E a textura macia da sua voz abafaria o tic tac, nossos beijos sepultariam nossos pedacinhos tão juntinhos que eu já nem me importaria.

Não me importaria com os ponteiros a cruzar a mancha porque você seria maior que todos os segundos e, eu, seria maior que todo o meu desespero.


